domingo, 17 de junho de 2012

Milho: leilões de apoio à safrinha continuam indefinidos




O Ministério da Agricultura informou nesta sexta-feira (16/6) que os instrumentos que serão utilizados para garantir aos agricultores de Mato Grosso a remuneração acima do preço mínimo de garantia ainda estão em estudo e as portarias interministeriais (Agricultura, Fazenda ePlanejamento) deverão ser publicadas nos próximos dias. O governo pretende realizar leilões de opção de venda e deprêmios para escoamento da produção (PEP). Não existem indicações sobre os volumes e os prêmios que serão ofertados nos leilões. Nos municípios onde as cotações ficaram abaixo do mínimo de R$ 12,60/saca haverá compras por meio de operações de Aquisição do Governo Federal(AGF). No caso das aquisições não é necessário publicação da portaria interministerial.

A indefinição em relação aos leilões frustrou os produtores rurais de Mato Grosso, que na última quarta-feira, acompanhados de parlamentares da bancada mato-grossense e do governador Silval Barbosa (PMDB-MT), apresentaram suas reivindicações ao ministro da Agricultura,Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS).

Glauber Silveira, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), afirmou que, durante o encontro, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, garantiu que as informações dos leilões seriam divulgadas no dia seguinte (ontem).

Silveira comentou que desde dezembro do ano passado, pouco antes da quebra de safra de verão pela estiagem, os produtores alertaram o governo sobre a necessidade dos leilões, pois havia expectativa de expansão do plantio em Mato Grosso. Segundo ele, o pleito dos produtores é pela realização dos leilões de opções de venda, que asseguram remuneração em caso de queda dos preços e garantem transparência ao processo. Ele disse que no caso dos leilões de PEP muitas vezes os compradores incluem nas operações lotes de milho que já foram adquiridos antecipadamente por meio de operações de troca do cereal por insumos.

Silveira afirmou que a cotação do milho na região do médio-norte de Mato Grosso está na faixa de R$ 15/saca, mas o valor é apenas nominal, pois os compradores se retraíram, apostando na pressão da supersafrinha de milho sobre os preços. Em alguns municípios mais distantes, como Feliz Natal, as propostas de compra estão na faixa de R$ 12/saca. Ele diz que a preocupação dos produtores é com a dificuldade para estocagem da safra, pois faltará espaço nosarmazéns.

Pelos cálculos Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os produtores já venderam metade dasafra que está em fase inicial de colheita (atingiu 4,5% da área nesta semana). Em função das condições climáticasfavoráveis, a cada levantamento a expectativa é de aumento na produtividade e maior produção. O Imea, em sua primeira estimativa, divulgada em março, calculou a safrinha em 10,787 milhões de toneladas. No levantamento de junho a previsão passou para 13,1 milhões de toneladas. O consumo interno é de apenas 2,5 milhões de toneladas.

A Agroconsult divulgou o resultado do levantamento de campo feito entre o final do mês passado e a primeira semana deste mês em Mato Grosso, que apontou para uma supersafra de 15 milhões de toneladas de milho. O volume projetado pela Agroconsult é 122% superior às 6,9 milhões de toneladas colhidas na safra passada. A produtividade das lavouras aumentou 55% e a estimativa é de média de 102 sacas por hectares.




Fonte: http://revistagloborural.globo.com

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