quinta-feira, 21 de junho de 2012

Produtores rurais pedem renegociação de dívidas para viabilizar novos financiamentos






O governo federal deve anunciar o Plano Agrícola e Pecuário da safra 2012/2013 na próxima quinta, dia 28. Alguns setores, no entanto, pedem negociação de dívidas para ter direito a novos financiamentos. De acordo com informações do governo, há 95 mil produtores rurais inscritos na dívida ativa da União, com débitos que chegam a R$ 9 bilhões. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, devem se reunir com a presidente Dilma Rousseff na semana que vem para tratar do assunto.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), Renato Rocha, pediu, em Brasília (DF), nesta quinta, dia 21, a prorrogação das dívidas dos rizicultores. Somente no Rio Grande do Sul, os valores em aberto chegam a R$ 3 bilhões. Em setembro do ano passado, a entidade entregou ao Ministério da Agricultura um pedido de criação de um plano de renegociação. De acordo com o secretário de Política Agrícola do Ministério, Caio Rocha, uma resposta deve ser dada ao setor na próxima terça, dia 26.

O vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Luis Carlos Heinze (PP-RS), defende soluções pontuais para os casos mais graves como o do arroz, que em função do clima, teve uma perda de dois milhões de toneladas nesta safra.

– Esse produtor já não tem mais acesso ao crédito. Por isso, nós precisamos de um pacote de negociação específica para a questão do arroz. O setor está pedindo 35 anos de prazo e uma urgência nessa solução. Porque, de novo, se nós não resolvermos a questão do endividamento, nesta safra 2012-2013, cairá outro grande número de produtores que não terão acesso ao crédito – diz.

Quanto ao problema dos 95 mil produtores inscritos na dívida ativa da União, um novo prazo para a negociação dos débitos poderá ser inserido em uma Medida Provisória em análise no Congresso, que trata de dívidas do Nordeste. Para o presidente da Comissão de Avicultura e Suinocultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Renato Simplício, o importante é oferecer uma saída definitiva para o problema.

– Eu só vejo uma solução, que é fazer uma consolidação geral das dívidas, produtor por produtor, dentro de um contexto geral. E apresentar uma solução que o produtor possa dali para a frente ter uma perspectiva definida, juros definidos, compatíveis com a rentabilidade da sua atividade e prazo também compatível. Enquanto ficar tapando um buraco provisoriamente, vamos continuar nesse problema recorrente de dívida – aponta.



Fonte: CANAL RURAL

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