terça-feira, 3 de julho de 2012

Saiu no Correio do Estado: JBS-Bertin é o mais claro exemplo de calo no sapato da pecuária



O Conselho administrativo de Defesa Econômica (Cade) enfrenta novamente o fenômeno antigo da cartelização do comércio da carne, algo muito mais comum do Caburaí ao Chuí, neste país.



São muito conhecidas nesse setor as decretações de concordata, sucedidas por demissões e recontratações de empregados e pela alteração dos nomes das empresas. Igualmente comuns, as visitas de poderosas assessorias jurídicas ao 8° andar do edifício-sede, do Ministério da Previdência Social, amenizam o impacto de volumosos débitos.

A respeito do papel do Cade há opiniões divergentes, no entanto, quem conheceu os métodos de cobrança e fiscalização exercidos pelos antigos Instituto Nacional da Previdência Social (INPS) e a Superintendência Nacional do Abastecimento (Sunab) se deparou com insatisfações no âmbito desse órgão. Nem sempre seus tutores e atores se entenderam.

Não faz muito tempo, o ex-conselheiro Luiz Alberto Esteve Scalope, de Cuiabá, deixou o Cade insatisfeito com o rumo de alguns processos de fusão. Agora, os conselheiros se dispõem a investigar a concentração dos grandes frigoríficos. Desnecessário, pois as páginas econômicas de revistas e jornais constantemente escancararam seu vultoso faturamento, e a maneira como se mantêm no grande pódio que inclui empreiteiras da construção civil e mineradoras.

Por essa razão, é inadiável que a Frente Nacional da Pecuária (Fenapec) ouse participar com as devidas comprovações e vontade de agir, para desnudar a verdadeira “caixa preta” dos abates bovinos, as condições das plantas frigorificas e a movimentação financeira de compra e venda.

Não basta o Ministério da Agricultura e da Pecuária ter direito a pôr um fiscal a cada frigorifico para detectar o padrão e sanidade da carne, a exemplo do que o lucro legal impõe-se a rigidez sobre os seus negócios. Essa é uma posição externada não apenas por pecuaristas, mas pela população consumidora, sobre a qual recai a alta do preço do produto.
Fonte: Correio do Estado

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