quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Embargo: exportações para Rússia não serão imediatas




O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Enio Marques, disse nesta quarta-feira (28) em Brasília que a retomada total das exportações de carne bovina, suína e de aves pelos estados de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná com destino à Rússia dependerá da velocidade com que as indústrias adequarem-se às regras do país comprador.

Isto porque, segundo o representante, as unidades federadas voltam a ter o status que as deixam em condição de realizar negócios com o país. Mas as indústrias ainda precisarão cumprir uma série de condicionantes exigidas pelo serviço sanitário russo. Ficou acertado que todos os lotes de carne a serem enviados deverão apresentar declaração comprovando a ausência de ractopamina, um promotor do crescimento.

De acordo com o secretário, a retomada das exportações dos três estados ainda depende da emissão de um comunicado oficial da Rússia e da habilitação específica por estabelecimento exportador.

"Os estados voltam a condição de normalidade e precisamos somente receber a carta dos russos confirmando isso. Já as exportações dos estabelecimentos dependem do cumprimento de plano de ação e outras coisas que são de decisão das empresas", disse.

A partir de 15 de dezembro, os lotes de carne que vão ser embarcados terão que apresentar laudo de ausência da ractopamina. Superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari considera a retomada das exportações de carne como favoráveis à retomada do crescimento pelo setor produtivo.

Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira a Acrimat disse que "apesar do comunicado sobre a intenção de retomar as exportações para a Rússia feito pelo Ministério, a partir de agora se inicia um novo processo para a efetiva liberação dos embarques, o de habilitar as plantas frigoríficas.

"É importante ressaltar que as unidades que eram habilitadas e autorizadas a vender carne para a Rússia não estão automaticamente reabilitadas e que cada uma delas deverá solicitar sua autorização, individualmente", afirmou a entidade.

O mesmo apontamento faz o Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso. "Mesmo o estado recuperando seu status agora é ver como será a reabilitação das indústrias que estavam autorizadas a exportarem", afirmou Luis Antônio Freitas, presidente do Sindfrigo.

Panorama Brasil

No Brasil são 172 estabelecimentos habilitados a exportarem carne (suína, bovina e de aves) para a Rússia, segundo o Ministério da Agricultura. De acordo com o governo, uma mesma indústria pode estar habilitada e, ao mesmo tempo, encontrar-se sob restrição temporária ou suspensa pela Rússia.

Já o número de empresas habilitadas e autorizadas a exportarem para o país chega a 58. Outras 114 estão suspensas ou sob restrição temporária imposta pelo país comprador de carne.

Dentre os três estados brasileiros o Rio Grande do Sul é o que possui o maior número de empresas habilitadas a exportarem carnes suína, bovina e de aves para a Rússia. São 31. Enquanto isso, Paraná e Mato Grosso possuem 24 e 18, respectivamente.

Em janeiro, o governo brasileiro volta a se reunir com o governo russo em uma nova rodada de conversações. Conforme explica o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Enio Marques, o Brasil quer adquirir grau de equivalência com o país russo em áreas como a veterinária, sanidade, inspeção e controle de animais.
Fonte: Agrodebate

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