segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Preço da carne bovina volta a cair depois de semanas de maior estabilidade







Depois de permanecerem sustentados por mais de um mês, em meio à dificuldade para escoar a produção, aumento na oferta de gado e carne com osso registrando desvalorizações consecutivas, os preços dos cortes desossados recuaram na última semana. Segundo a Scot Consultoria, a desvalorização foi de 1,9%, embora tanto carne de traseiro como dianteiro tenham registrado retração nas cotações, os cortes "menos nobres" são destaque, com recuo de 3,5% nos preços.

Os estoques das indústrias têm crescido, de acordo com os pesquisadores. O último bimestre do ano deve contrariar as expectativas e terminar com vendas ruins.

Os rumores a respeito de uma possível interferência nas exportações do país em função da divulgação da presença do agente causador da doença da vaca louca em um animal morto no Paraná em 2010 deixam as indústrias em alerta e podem estar fazendo com que estas aumentem a colocação do produto no mercado interno, elevando a oferta. Por isso, não há expectativa de melhora significativa nas vendas no curto prazo.

Última semana
No Pará e em Tocantins, as chuvas que começaram há alguns dias colaboram com a melhoria das condições das pastagens. As expectativas da semana anterior, de aumento na demanda no Pará, se confirmaram, mas sem força para alterar os preços. Apenas ajustes pontuais.

No Paraná e em Santa Catarina, a situação foi semelhante. A procura melhorou, principalmente por bezerros desmamados. Já o boi magro tem boa oferta e demanda comedida. No Rio Grande do Sul, a oferta de fêmeas desmamadas aumentou na última semana. A procura pela vaca magra melhorou.

No geral, o volume de negócios na semana foi pequeno, segundo os pesquisadores. Os principais fatores que estão afetando o mercado de reposição atualmente são o mercado do boi gordo em baixa na maioria dos estados, o que desanima o pecuarista a sair à procura de animais de reposição, e a proximidade das festas de final de ano, que geralmente diminuem o volume de negócios.

Sexta-feira
Ainda segundo o levantamento, na última sexta , dia 14, a maioria das indústrias fazia ofertas de balcão a preços menores que no início daquela semana, o que travava o mercado. Em São Paulo, a referência para o boi gordo fechou em R$ 94,50 por arroba à vista e R$ 96,00 por arroba a prazo.

Para os especialistas, a disponibilidade de boiadas permite que as programações evoluam sem dificuldades. Este fator, somado ao desempenho fraco das vendas de carne no atacado, colabora com a pressão de baixa.

A situação ocorre na maior parte do país. No Triângulo Mineiro e no sul de Goiás, os animais terminados estão cotados em R$ 88,00 por arroba a prazo e R$86 por arroba à vista, respectivamente. Nos últimos oito dias, a arroba nestas praças recuou 5,4% e 5,5%. No mercado atacadista de carne com osso, há dificuldade de escoamento do produto, principalmente para as peças de dianteiro.


Fonte:: Scot Consultoria

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