domingo, 20 de janeiro de 2013

Plano safra injeta cerca de R$ 3 bilhões em MS para expansão do agronegócio




Os investimentos do Banco do Brasil para o Plano Safra biênio 2012/2013, devem injetar cerca de R$ 3 bilhões na expansão do agronégócio em Mato Grosso do Sul. A estimativa é do superintendente regional do BB, Marco Túlio Moraes.

Em entrevista ao Midiamax, o superintendente fala sobre como os produtores podem solicitar os investimentos, linhas de crédito e faz um comparativo entre os investimentos liberados em relação ao ano anterior. O Banco do Brasil responde por 82% de todo o crédito autorizado pelo Governo Federal.

O que é o Plano Safra?

-O plano safra é um plano anual definido pelo Ministério da Agricultura, feito com o objetivo de assegurar aos produtores rurais as condições de financiamento necessárias para a expansão de suas atividades.

Na prática como ele é realizado?

-O plano define as diretrizes para atuação dos agentes financeiros, no caso os bancos, junto ao agronegócio, como liberação do crédito para custeio, comercialização e investimento e seguros rurais, bem como definição da política de apoio aos produtores rurais e suas cooperativas.

Em dezembro, por exemplo, estávamos no meio da safra. Nesse período todos os produtores rurais de acordo com a atividade que exercem, seja agricultura, pecuária, e até mesmo piscicultura, de acordo com a época em que precisam plantar e preparar a terra, ou comprar gado, fazer engorda confinamento, procuram o banco e fazem cadastro, apresentam sua proposta e o projeto para conseguir os recursos que estão disponíveis.

Existe um teto máximo de crédito que pode ser liberado?

-Sim. O teto máximo varia de acordo com a linha de crédito. A soja tem um teto, o milho outro. O custeio pecuário, por exemplo, tem valor de 800 mil para linhas de investimento. Contudo, não é só o teto, o banco leva em conta também a capacidade de pagamento do produtor.

O dinheiro do Plano Safra é apenas para negócios que já existem?

-Não. Os investimentos são pra começar e para expandir. São investimentos que vão melhorar aqualidade da produção seja ela pecuária ou agrícola.

Até agora quanto já foi liberado?

-Até dezembro já temos contabilizada a liberação de 26% a mais do investimento liberado no semestre anterior, o que dá mais ou menos R$ 1,5 bilhão. Os números são expressivos e estamos bastante otimistas com a superação dos índices do ano passado.

Entendemos que se permanecer assim, nosso valor investido vai ser significativamente maior que o da safra anterior.

Esse aumento é devido a novos produtores ou aumento de concessão de crédito?

-Houve mais concessões de crédito, com certeza. Em se tratando de produtor rural, praticamente todos são clientes do BB. Alguns novos entram, mas o número é inexpressivo.

O ‘bolo’ maior vem dos produtores que estão renovando a linha de crédito que já tinham, desde a plantação, colheita e venda. Em todas as etapas como plantio, manutenção da lavoura, colheita e comercialização, nós temos linhas de crédito atendendo esse produtor a todo instante. Então, quando ele liquida uma operação financeira, já está arando a terra para plantar novamente e está de novo conosco.

Qual a participação do Banco do Brasil em relação ao crédito rural?

-De todas as instituições que operam com crédito rural em Mato Grosso do Sul, o BB responde por 82% do todo o crédito concedido ao produtor. Assim, sobram 18% para todas as demais instituições ratearem entre si. Por isso o BB é considerado o banco do produtor.

Quais são as linhas de crédito mais procuradas em janeiro?

-A partir de janeiro, os pedidos giram mais em torno da área de investimentos e custeio. O produtor agrícola, por exemplo, vai começar a colheita em fevereiro e depois já começa a plantar o milho safrinha. Só em maio ele começa a plantar o que vai colher no outro ano, em fevereiro.

Como os produtores podem ter acesso a esse crédito?

-O produtor que tiver interesse no financiamento precisa fazer cadastro no BB. O banco vai estabelecer um limite de crédito, de acordo dom com a capacidade de pagamento dele. É preciso que o produtor traga um projeto para o banco analisar, seja para custeio ou investimento.

O empréstimo é somente para os produtores que possuem terras?

-Não é preciso ter posse. Financiamos muito para pessoas que não têm terra em seu nome. Arrendatários conseguem financiamento por meio de uma carta de anuência e ou contrato de arrendamento. O BB financia pra ele até o limite que ele vai produzir na área, mas tudo isso tem que estar no projeto.

Esse projeto é o próprio produtor que faz?

-Geralmente ele é feito por empresas que produtor escolhe. Mas é extremamente simples.

Quanto tempo leva em média a aprovação do crédito?

-A aprovação é rápida. No custeio pecuário dois dias ou no mesmo dia. No agrícola demora de três a quatro dias, mas é rápido. O procedimento que demora mais é o investimento, porque precisa fazer uma analise mais sucinta do valor investido, precisa de analise mais profunda. Então esse demora 15 dias ou um pouco mais dependendo do tamanho do projeto.

O investimento de floresta, por exemplo, é uns do que demoram um pouco mais, porque uma equipe do banco vai até o local fazer avaliação.

Qual a estimativa do BB de investimento para essa safra?

-Nosso crédito está investido em várias linhas, que são para toda e qualquer necessidade do produtor rural, como plantio, aquisição de animais, construção, compra de máquinas, expansão na atividade e empresa de agronegócio , industrias de beneficiamento, todas demandadoras de crédito, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.

Então, nossa convicção é que devemos fechar em junho de 2013 com investimentos na casa dos R$ 2,8 bilhões a R$3 bilhões em Mato Grosso do Sul.




Fonte: Adaptado e resumido pelo blogueiro via:www.edicaoms.com.br

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