quinta-feira, 25 de abril de 2013

Transporte de soja e milho sofre com alta no valor dos fretes



O transporte da soja e do milho sofreu com pressões de alta nos valores dos fretes. Cerca de 13% das rotas analisadas tiveram incremento do preço na faixa de 15% a 20% e, em 25% dos trajetos houve acréscimo entre 0,1% e 5%. Os números estão registrados no boletim mensal de março de 2013 do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-LOG), da Universidade de São Paulo (USP).A necessidade de escoar o milho colhido na safrinha 2011/12 e na safra 2012/13 para liberar espaços nos silos e armazéns para estocagem da soja pressionou o preço do transporte rodoviário para o cereal. Houve também forte demanda doméstica pelo produto, originada no consumo dos setores de avicultura e suinocultura, além do aumento das exportações. De acordo com o Serviço de Comércio Exterior (Secex), em fevereiro deste ano, as exportções chegaram a 2,29 bilhões de toneladas, enquanto que, no mesmo mês de 2012, o volume fechou em 276,55 milhões de toneladas.Sobre a soja, a faixa de maior inflação no mercado de fretes nacional concentrou-se em 20% das rotas analisadas pelo Grupo Esalq-LOG, subindo os preços entre 0,1% e 5% e, 9% dos transportadores aumentaram a cobrança entre 5% e 10%.A demanda por transporte da própria colheita da soja pulverizou a frota e resultou na escassez de veículos, ocasionando alta do frete em março frente ao verificado em fevereiro. As condições das rodovias e dos acessos aos terminais portuários também foram fatores limitantes na precificação do frete.As exportações de soja ficaram abaixo do registrado nos dois anos anteriores. No entanto, há a expectativa de que sejam superados os patamares de fluxos passados para o mercado externo nos meses de abril e maio.

Tanto para o milho como para a soja, a expectativa é a de que novos aumentos aconteçam. O cenário que pressionará os preços do frete engloba o avanço da colheita, a lei 12.619, que regulariza as horas de trabalho do motorista e o aumento do valor do combustível.
Fertilizantes
O mês de março foi um mês típico das movimentações de fertilizantes no primeiro semestre do ano, com preços de fretes estabilizados em sua maioria. No entanto, ocorreram alguns reajustes negativos, principalmente em função da redução dos volumes movimentados.
As principais dificuldades durante março ficaram concentradas na segunda quinzena, principalmente por conta das filas nas regiões portuárias de Santos e Paranaguá.
Em relação às importações de fertilizantes no mês de fevereiro, houve crescimento expressivo de 35,8% sobre o mês de 2012, segundo Associação Nacional para Difusão de Adubos.
Para o mês de abril, espera-se um cenário similar ao período anterior, sem grandes alterações no mercado de fretes de fertilizantes. No entanto, as filas nos portos e a indisponibilidade de caminhões podem trazer reajustes positivos aos valores de fretes do insumo, bem como a utilização de novas rotas. Um ponto forte a ser observado é a concorrência pelo serviço de transporte com grãos nos estados produtores do Centro-Oeste em relação ao frete de retorno.
Fonte: ESALQ adaptado e reformulado pelo blogueiro

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