domingo, 7 de julho de 2013

Milho e soja: análise de mercado



Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerram o pregão com cotações mistas nesta quarta-feira. O contrato de primeiro vencimento, julho encerrou em alta de 5,50 cents/bushels cotado a US$ 6,7825 por bushel. O contrato com vencimento dezembro encerrou estável, a US$ 5,0275 por bushel.

As expectativas de estoques mais apertados no curto prazo dão sustentação ao contrato de primeiro vencimento, que já acumulam valorização na semana de 13,75 cents/bushel. Enquanto os demais vencimentos acumulam queda na semana, pressionados pelo bom desenvolvimento da safra dos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, os dados da Administração de Informação de Energia (EIA) dos EUA informaram que os estoques de etanol na semana encerrada em 28 de junho diminuíram 5,2%, para 15,4 milhões de barris. Segundo EIA, é o menor volume desde o início dos registros, iniciados em 2010. Os números refletem ainda mais a expectativa dos traders de que a demanda para o cereal por fabricantes de etanol se mantém firme, podendo pressionar ainda mais os preços no curto prazo.

Os dados de compra do maior consumidor global de milho, também corroboraram para o sentimento do mercado de demanda mais aquecida. A China comprou três carregamentos do cereal dos Estados Unidos, elevando para um total de compras do produto norte-americano para 2,8 milhões de toneladas neste ano. O carregamento foi comprado por cerca de 272 dólares por tonelada (CIF), ou 65,20 dólares por toneladas mais barato que a oferta doméstica, segundo o Centro de Informações de Grãos e Oleaginosas da China. (Reuters).

As projeções da consultoria privada Informa Economics divulgadas hoje, mostrou que os agricultores norte-americanos devem colher 14,259 bilhões de bushels (362,18 milhões de toneladas) de milho em 2013. No ano passado, os EUA colheram 10,78 milhões de bushels. A produtividade também apresentou um avanço nesta safra. Segundo Economics, a produtividade do milho deve ficar em 160 bushels por acre, com base em uma área colhida de 89,135 milhões de acres. (Fonte: A&E/Informa).

Os contratos futuros do cereal negociados na Bolsa Brasileira (BM&F) encerram em alta nesta quarta-feira, impulsionados pela alta do dólar frente ao real e pela preocupação dos traders, de que haverá novos atrasos nos escoamentos do grão no mercado interno, com as paralizações dos caminhoneiros em vários estados do Brasil. O contrato com vencimento em julho subiu 0,19%, cotado a R$ 25,28/saca de 60 quilos.

Outro fator que tem preocupado o mercado interno são as condições das lavouras no Estado do Paraná. Segundo informações do DERAL, a safrinha de milho no estado já apresentam perdas, mas ainda não é possível mensurar o número exato, pois boa parte das áreas estavam em estágio de maturação e pré-colheita. Além da perda de qualidade, as condições de escoamento do cereal pelos produtores paranaenses tem tirado o sono de quem embarca o grão por Paranaguá. Os embarques pelo porto estão em média com 60 a 70 dias de atraso, além do custo do frete que subiu mais de 2 dólares/ton em uma semana.

O Indicador de preço disponível do milho ESALQ/BM&F, posto Campinas, São Paulo, fechou em queda de 9 centavos, cotado a R$ 26,07/saca de 60 quilos
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SOJA



Na bolsa de Chicago, mesmo com o pregão tendo terminado mais cedo, em função do feriado do dia da Independência norte-americana amanhã, os principais futuros de soja fecharam em alta. O contrato julho/13 se mantém firme em virtude do descompasso entre forte demanda e pouquíssima oferta, e assim encerrou em alta de 10,50 cents, avaliado em US$ 15,8350/bushel, se aproximando ainda mais do já não tão distante US$ 16,00/bushel. O agosto/13 subiu 7,75 cents, encerrando em US$ 14,4125/bushel. Por sua vez. O novembro/13 se recuperou das últimas quedas e fechou em alta de 8,25 cents, cotado em US$ 12,5075/bushel, tendo atingido US$ 12,5550 por bushel, na máxima.

Por aqui, de acordo com análise da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas, da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, a CNA, a produção agrícola do país, na safra 2013/14 pode sofrer severas perdas motivadas pela incidência das pragas da lagarta armígena, da “mosca branca" e da” ferrugem asiática", que como já escrevemos aqui tiveram forte impacto na produtividade de algumas regiões produtoras de soja. O presidente da Comissão pede intervenção do governo a fim de reduzir os riscos aos produtores. O maior medo é que a lentidão na resolução do problema causada pela burocracia brasileira impeça a liberação dos novos defensivos agrícolas a tempo.

No Piauí, apesar de a soja continuar sendo o principal produto da pauta exportadora do Estado, as exportações tiveram forte queda ante o ano passado. De janeiro a maio, foram enviadas 43.880 toneladas de soja, 30 p.p abaixo do verificado no mesmo período de 2012.

No pregão desta quarta-feira, os principais futuros de soja na bolsa brasileira fecharam em leve alta. O contrato com vencimento agosto/13 terminou em alta de 4 cents, avaliado em US$ 31,93/saca de 60 kg, após atingir na máxima US$ 31,95/sc. Já o novembro/13 terminou em alta de 6 cents, cotado em US$ 27,92/sc. Vale ressaltar que o dia foi de baixíssimo volume já em função da sessão mais curta nos Estados Unidos. Mesmo deve ocorrer no pregão de amanhã.

O Indicador ESALQ/BM&FBOVESPA encerrou cotado em US$ 30,91/saca de 60 kg, ante os US$ 31,13/sc, da última terça-feira

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